domingo, 11 de outubro de 2015

Lábios ressecados, pálpebras sempre oleosas ou caídas, olheiras insistentes e marcas de espinha. Perguntamos à expert Yolanda Reis como lidar com esses problemas usando apenas produtos de make. E ela contou tudo!

Que a maquiagem é aliada na hora de nos deixar mais bonitas você já sabe. Mas sabia que, usando os produtos certos, é possível se livrar de pequenos incômodos que perturbam o nosso bom humor? Yolanda Reis, maquiadora regional da Natura, explica todos os detalhes. Veja o que ela tem a ensinar:



Lábios ressecados

Quem sofre com lábios ressecados precisa se lembrar de hidratá-los. "Use, todos os dias, principalmente antes de dormir, o 
creme para lábios e contorno dos lábios da Natura Chronos. Também indico o uso do hidratante labial de Una", diz. Esses produtos ajudam a conservar e a estimular a hidratação. "Na hora de se maquiar, opte por batons hidratantes, pois eles oferecem mais conforto". Outra dica é beber mais líquidos. "Beba muita água. É preciso lembrar de cuidar do corpo por dentro para que ele também fique bonito por fora".



Pálpebras oleosas ou caídas
Se você tem pálpebras oleosas, faça uma limpeza na área dos olhos antes de começar a se maquiar. "Depois, use o corretivo de alta cobertura da linha Una, pois ele ajuda na fixação da sombra". Evite sombras líquidas ou cremosas. "Elas deixam a área ainda mais úmida. Sugiro apostar nas sombras em pó".

As pálpebras são caídas? As sombras escuras são um produto-chave. "Elas disfarçam a flacidez e dão um aspecto de profundidade", ensina Yolanda. Tons de marrom caem bem em quemtem a pele clara e tons de preto ficam lindos em peles morenas. "Use apenas os acabamentos matte ou opaco. As cores do sexteto de Una são curingas!".




Pele Oleosa
BB base multibenefício foi desenvolvido para oferecer conforto a mulheres que sofrem com o excesso de brilho provocado pela oleosidade. "Um dos principais benefícios do produto é manter a pele seca e confortável por mais tempo, controlando o brilho ao mesmo tempo em que deixa a pele respirar", diz. A cobertura é matte e leve, e a base também pode ser usada por quem tem pele normal. Outra opção é a base mousse efeito pó de Una. "A função dela é inibir o brilho excessivo da pele". Além de prática e funcional, combina super com temperaturas mais altas.


Olheiras
Para deixar as olheiras mais brandas, Yolanda recomenda aplicar o corretivo após a base. "Isso evita o excesso de produto, que costuma deixar um efeito rachado nas linhas de expressão que circundam os olhos," explica. O corretivo deve ser passado somente nas áreas que apresentam diferença do tom natural da pele.
Marcas de acne

Mesmo depois que a espinha inflamada vai embora, é comum ainda ficarem aquelas marcas chatinhas que demoram um pouco mais para sair. O corretivo é um aliado nesse momento. "Recomendo o corretivo de alta cobertura de Una para quem está com manchas avermelhadas. A cor média fica boa em peles claras e a cor castanho combina com peles morenas," indica a maquiadora. Vale passar o corretivo um pouco antes de aplicar a base. "Ajuda a camuflagem a durar mais", garante. Dicas preciosas, não?
 


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sustentabilidade



Sutentabilidade Natura(rede.natura.net/espaco/mangela
Natura desenvolve cadeia direta de fornecimento de óleo de Buriti
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015
Projeto leva capacitação e geração de renda para comunidades

Quando decidiu, em abril de 2011, produzir o óleo de Buriti a partir de uma cadeia de fornecimento de relacionamento direto com a Natura, a empresa tinha pela frente uma grande missão: produzir informações suficientes sobre a espécie e desenvolver os processos necessários para organizar a cadeia produtiva, padronizar práticas dos agricultores para chegar a uma matéria prima com a qualidade necessária para a elaboração do produto e obter o ingrediente em maior volume e qualidade. A experiência foi tão bem-sucedida que gerou um manual de boas práticas que hoje contribui para a capacitação de produtores rurais, estruturação de uma agroindústria processadora do óleo e geração de emprego e renda para os associados de uma cooperativa de agroextrativistas da agricultura familiar.

Início do Projeto

Como de costume quando identifica em uma espécie o potencial para ser um ingrediente novo, a empresa foi atrás do habitat natural da espécie e de agricultores familiares próximos ou que trabalham com o Buriti nas comunidades tradicionais, com objetivo de entender melhor suas características, identificar potenciais e definir as melhores estratégias para realizar o trabalho. “Encontrar parceiros locais para participar do desenvolvimento é importante porque a ideia é que depois que esta etapa estiver concluída, essa cadeia possa abastecer a demanda da Natura com o trabalho de pessoas locais”, explica Daniel Oliveira, engenheiro agrônomo que faz parte da equipe de Pesquisa da Natura, responsável por prospectar novos ativos naturais e desenvolver cadeias produtivas que atendam os volumes da empresa.

O projeto em questão desenvolveu a cadeia produtiva do óleo de Buriti no Cerrado do Norte de Minas Gerais. O primeiro passo foi identificar em que lugar do cerrado havia um grupo já bem estruturado e próximo às áreas de ocorrência de Buriti. Foi quando começou a parceria com a cooperativa Grande Sertão, que fica localizada no norte de Minas Gerais, na cidade de Montes Claros. A cooperativa trabalha com várias comunidades de cidades do norte do estado e tem como objetivo principal o fortalecimento da agricultura familiar, através da mobilização e capacitação dos agricultores para a produção de polpa de frutas e produtos agroextrativistas do cerrado.

“Quando paramos pra analisar, perguntar para as pessoas que já tinham alguma relação com o Buriti, vimos que ela era muito local com um uso mais em casa ou mesmo num mercado local”, lembra Daniel. Segundo ele, não havia muita informação técnica sobre a planta. Não se sabia, por exemplo, a quantidade de frutos que uma árvore produzia ou de quanto em quanto tempo poderia ser feita a colheita.

 Elaboração das Práticas de Produção da cadeia do óleo de Buriti

Estudos foram realizados para monitorar o rendimento em polpa do fruto – é da polpa que se retira o óleo – a capacidade de produção das árvores, quais as boas práticas para realizar o manejo dos buritizais e a produção da polpa seca, que agrega valor ao produto e permite a renovação dos buritizais ao reter as sementes na comunidade, gerando portando maior ganho social e ambiental, comparado ao fornecimento do fruto in natura. A partir disso, uma primeira apostila foi elaborada para ajudar na capacitação dos produtores. Havia a necessidade de padronizar uma série de práticas para dar escala a produção e garantir um produto uniforme no final, sem deixar de lado os cuidados com o meio ambiente. O formato visual do material, com pouco texto e bastante ilustração pareceu bastante acessível para os agricultores. “É um trabalho em que partimos do que o agricultor já faz, do que ele conhece, do que ele entenderia que seria mais fácil pra ele fazer”, comenta o engenheiro.  

O resultado deste trabalho foi um manual mais elaborado, produzido pela área de Bioagricultura da Natura. Todas as informações produzidas pelas pesquisas foram reunidas neste material. Levantamentos e monitoramentos que fizeram parte do projeto e foram realizados em parceria com a Cooperativa Grande Sertão. O Instituto Sociedade,
População e Natureza, o Central do Cerrado e UFMG também contribuíram para a sua concepção.

Além das recomendações de manejo dos buritizais, o Manual de Boas Práticas de Produção de Buriti traz dicas sobre a produção de raspa seca e fruto de Buriti, ambos conhecimentos  construídos conjuntamente com os  produtores. “O Buriti é uma planta que frutifica a cada dois anos. Com os produtores rurais aprendemos que a produção da raspa seca aumenta a durabilidade dessa matéria prima. Desenvolvemos práticas a partir dessa raspa seca e demos escala para isso”, conta Daniel. Esses e outros aprendizados foram incluídos no manual que hoje é um importante aliado dos agricultores que atualmente tem o Buriti como fonte de renda. “Isso gera um benefício social porque essas pessoas passam a ter uma renda, uma atividade, um aprendizado. E gera também um valor ambiental porque o produtor rural passa a se preocupar com essa planta e preservá-la, ao mesmo tempo em que cuida do seu ecossistema, um ambiente bastante frágil e ameaçado”, avalia.

 Estas raspas secas são processadas na agroindústria da própria cooperativa, estruturada com o apoio da Natura, através de um processo desenvolvido pela equipe de pesquisa e desenvolvimento de ingredientes. Como consequência de todo esse trabalho de estruturação e capacitação, o óleo gerado nesse processo pode ser fornecido diretamente à Natura, sem a necessidade de empresas intermediárias, que geralmente fazem processos para qualificar o óleo produzido pelas agroindústrias.